Onde estás amor perdido,
amor esquecido?
Porque razão pairas perto de mim
Um dia vou saber o que move
O que me faz prender
Querer viver sem ambição
Esperar o que nunca vem
Voar num voo raso e pouco seguro
Sentir a brisa fria e molhada
Desconfortável lugar onde me sento
E espero pelo nada.
Hei-de saber porque o faço
E porque teimo em viver assim…
Leio e releio o que escrevo
Penso e torno a pensar
Sei que estou errada
Mas não consigo evitar.
Tento e tento tantas vezes
Ajusto-me, mas não sou eu
Sou apenas uma sombra do que já fui.
Quero voltar a mim!!!!
Aquela menina alegre
Feliz, sorridente e mais completa
Aos meus sucessos e insucessos
Às lágrimas que derramei de felicidade
Às gargalhadas estridentes
E à pureza dos sentimentos
Não havia lugar para mentiras
Tudo era preto no branco
E eu quero envelhecer assim!
Nocas
Sonho com um anjo
e desejos escondidos,
sonho contigo numa vida a dois.
Desejo que o anjo me revele o segredo
e que me diga como levar esta vida.
Revela-me meu anjo
porque teimas em aparecer
quando sonhar….
já não faz parte do meu ser,
deste nada em que me tornei.
Afinal o que queres tu?
Vieste para me salvares?
para me levares deste lugar?
Leva-me então se é a tua missão
mas empresta-me as tuas asas
porque sempre sonhei voar.
Deixa-me reviver os melhores momentos,
o nascimento dos meus filhos,
os primeiros passos e
a alegria de ouvir a palavra mãe,
faz com que me recordem mas
que nunca, nunca chorem por mim.
Sonho contigo meu anjo
anuncia-me ao que vens
se caso trouxeres felicidade
fá-lo depressa….
porque vou deixar de sonhar!
Nocas
Bate a saúde a cada instante
Estou contigo e já a sinto.
Quero que o mundo pare
Mas ele ignora-me
E acelera o movimento.
As horas passam a minutos,
Os minutos a segundos
E não tarda nada
eu fico sem ti.
Os males entendidos começam,
As palavras ficam por dizer,
E as ideias baralham-se,
As incertezas apedrejam-me,
Defendo-me como posso,
Atabalhoadamente,
eu bem sei.
Cresce um mal estar
E a palavra que ficou por dizer
Transforma-se numa lança certeira
Que vai minando o nosso amor.
Ah…como eu odeio o tempo
Que passa tão cruel por nós.
Como odeio a certeza
De não te puder ter aqui.
Aqui! Comigo, nos meus braços
Para sempre meu amor!
Nocas
Há tanto tempo que não te sinto!
Fazes-me falta, tanta falta!
Como se de um vicio se tratasse,
uma dependência que não quero
e que nem a posso ter.
Estás tão perto mas tão longe,
tudo serve para te esconderes.
E o tempo passa mas não passa,
não te trás p’ra mim de volta…
És vento que se dissipa,
areia que escapa nos dedos.
És aroma doce e único,
cravado na minha memória
que teima em não te apagar.
És pele suave, perfumada,
abraço quente e seguro,
sorriso franco e cúmplice.
Tu és tudo o que preciso!
Mas tu, apenas, fazes parte
do meu passado recente,
encarcerado na minha alma
que anseia desesperadamente
por um amor que nem sei se existe.
Nocas
Gente que mente,
não sente
não sabe o mal que faz.
preocupa-se apenas consigo
de volta do seu umbigo
e só pensa, mesmo, em si.
Outros dias virão
e vem o arrependimento
será tarde para o lamento
a vida passou descuidada
não ganhou nada,
talvez uns trocos,
uma carreira,
mas o que é isso,
perante o amor,
que esqueceu?
Que deixou desamparado,
e que sucumbiu.
Chegará o dia,
que a gente enganada,
revoltada com o desprezo,
dará a volta por cima,
uma página virada,
de um livro que já não é seu.
Um amor maltratado
e uma vida
que não tinha sonhado.
Gente que sente…
não mente!!!
Nocas